Logos & Culturas
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<p>A Logos & Culturas é uma revista multidisciplinar da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) que se volta à divulgação de artigos científicos, resenhas e traduções. Seu público-alvo são docentes, discentes e o público interessado em Ciências Humanas, bem como em suas discussões e marcos teóricos. Primando pela qualidade de suas publicações, o periódico conta com um Comitê Científico reconhecido em sua área de atuação.</p>Faculdade Católica de Fortaleza (FCF)pt-BRLogos & Culturas2763-986X<p>De acordo com a Licença Creative Commons International 4.0, é possível:</p> <p>1) Distribuir o material publicado em qualquer formato, desde que os créditos de publicação e referenciação sejam devidamente dados à Revista Logos & Culturas.</p> <p>2) Os direitos autorais sobre os artigos, resenhas e traduções publicados são da Revista Logos & Culturas, bem como os direitos de primeira publicação.</p> <p>3) Os autores que queiram publicar seus manuscritos na Logos & Culturas em outros veículos (capítulos de livro, por exemplo), devem referenciar devidamente à primeira publicação na Revista Logos & Culturas.</p> <p>4) Os autores possuem pleno direito de divulgar seus manuscritos publicados na Revista Logos & Culturas em suas páginas pessoais, sendo recomendada à menção ao periódico.</p> <p>Para conferir às determinações da Licença Creative Commons 4.0, acesse <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">aqui.</a></p>Editorial
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<p>Editorial Logos & Culturas (v. 5, n. 2, 2025)</p>Os editores
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2025-12-222025-12-225279Novos caminhos para a antropologia psicológica
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<p><em>Innovations in psychological anthropology</em> (Routledge, 2024), obra editada por Rebecca J. Lester, é apresentada como uma autocrítica da antropologia psicológica. A coletânea de ensaios busca revisitar os fundamentos da disciplina, expondo como conceitos e práticas deram sustentação a projetos coloniais e excludentes. Os capítulos abordam temas contemporâneos e urgentes, como a decolonização de métodos cognitivos, a inclusão de mentes neurodivergentes, a justiça transformadora, a recusa como ato político e a racialização da experiência terapêutica. A introdução, de autoria da própria Lester, situa o campo em um momento de inflexão, clamando por uma revisão de seu legado, especialmente o “pacto epistemológico” inaugurado por Franz Boas. Esta resenha conclui que a obra é tematicamente coesa e responde a críticas antigas sobre a fragmentação da área, embora sua principal limitação seja o foco geográfico quase exclusivo nos Estados Unidos da América, o que desafia a aplicabilidade imediata de suas propostas em outros contextos.</p>Fábio Luiz Nunes
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2025-12-222025-12-2252240247O mínimo sobre gnosticismo
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<p>Quais as consequências da influência gnóstica nos movimentos totalitários do século XX? O gnosticismo deve ser compreendido apenas como uma heresia, no sentido da tradição judaico-cristã, ou também pode ser analisado como sendo o principal pilar teórico das Religiões Políticas? Flávio Gordon suscita essas e outras questões que circundam o tema do livro <em>O mínimo sobre gnosticismo.</em> O percurso expositivo da obra tem por objetivo explicar o que é o gnosticismo, para além da ideia de heresia – mesmo que, por vezes, o autor se apoie no cristianismo para fundamentar-se – passando por concepções como: neoateísmo, revolução metafisica, religiões políticas e declínio espiritual.</p>Thiago Santiago
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2025-12-222025-12-2252248253A ação como manifestação da condição humana
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<p>A pesquisa analisa a partir da obra de Hannah Arendt os efeitos existenciais e políticos do totalitarismo, destacando a centralidade do conceito de "solidão" como base de sustentação do terror. Arendt distingue a solidão do simples estar só, compreendendo-a como o rompimento do indivíduo consigo mesmo e com os outros — um estado no qual se perde a capacidade de pensar, agir e se reconhecer como sujeito político. Esse estado é aprofundado pelo isolamento social promovido pelas ditaduras, que dissolvem vínculos comunitários e esvaziam a esfera pública. A análise parte de Origens do Totalitarismo e se expande por obras como <em>A Vida do Espírito</em> e <em>A Condição Humana,</em> nas quais Arendt articula o conceito de solidão com a perda da pluralidade, da ação e do discurso — elementos que, em sua visão, constituem a essência da humanidade. O texto também explora as distinções entre trabalho, obra e ação, apontando que apenas esta última revela a singularidade dos indivíduos no espaço público. Ao destruir tanto a esfera pública quanto a privada, o totalitarismo reduz o homem a um ser descartável, inibindo sua espontaneidade e sua condição de agente histórico.</p>Clara Daniele Moura de SousaBenedito Carlos dos Santos Mesquita
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2025-12-222025-12-22521028A amizade como via para a felicidade na obra aristotélica
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<p>Este artigo tem por objetivo credibilizar por meio da reflexão filosófica a amizade como via para a felicidade. Para tanto, partiu-se do arcabouço metodológico de Aristóteles, especialmente da Ética a Nicômaco, obra na qual o filósofo apresenta a sua principal tese de filosofia prática: a felicidade é o bem que todas as coisas visam. Aristóteles descobre que a felicidade é um bem supremo e universal, alcançável pelos homens por meio da atividade que lhe é própria, a vida contemplativa. Todavia, constatou que a felicidade não se alcança sem alguns bens exteriores, dentre os quais a amizade se mostra a mais indispensável, pois ninguém escolheria viver sem amigos. Esta constatação o leva a refletir que a amizade não é só um sentimento, mas uma virtude, em razão de sua necessidade e nobreza e, em razão disso, compreende uma diversidade de espécies autênticas que se relacionam de uma forma ou de outra ao bem, princípio que dá origem à amizade segundo a virtude. Nessa concepção, a amizade se mostra uma expansão de si próprio e provoca efeitos dentro de duas concepções que se mostram indispensáveis para o bem viver: uma é perfeição da vida contemplativa, que incorre na reflexão do outro e consequentemente de si; e a outra é a perfeição da vida prática, em última instância, a vida humana na pólis. Portanto, a amizade se constitui como um bem tanto para a vida prática quanto para a vida contemplativa e, com isso, meio indispensável para o alcance da felicidade.</p>Ricardo PessoaJosé Gabriel Silva Kafa
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2025-12-222025-12-22522943A consagração secular no mundo atual: pista a reflexão a partir das Sagradas Escrituras
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<p>Na presente pesquisa serão apresentados os fundamentos históricos que caracterizam os Institutos Seculares, destacando sua atuação e inserção na Igreja e no mundo. Por isso, seu objetivo é difundir o conhecimento dessa forma de consagração aqueles que não a conhecem, e, ao mesmo tempo, contribuir na vivência daqueles que abraçaram essa consagração, e que, portanto, são membros de Institutos Seculares. Através de um olhar lançado a figura de São José, nas ocorrências bíblicas são apresentadas contribuições a todos os que desejam conhecer melhor esta forma de vida que, ao mesmo tempo, é também um redespertar da sua importância para aqueles que abraçaram a consagração secular. Portanto, tanto os documentos eclesiais sobre esta vocação, quanto a Sagrada Escritura, embasam e dão garantias de que se trata de um legítimo caminho de santificação e serviço.</p>Isadora Maria Oliveira SouzaAline Roberta de Souza Bonato
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2025-12-222025-12-22524456A escravidão das paixões como causa de desordem comportamental e psicológica na psicologia tomista
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<p>Neste artigo analisaremos o influxo que as paixões podem realizar na vida comportamental humana. Mostraremos que, se bem ordenadas, elas favorecem a atividade do agir e são úteis para a aquisição de hábitos operacionais retos; por outro lado, se desordenadas, elas escravizam a vontade, levando o homem a um estado de doença ou enfermidade moral e psicológica, marcado, ou pelo vício, ou pela incontinência, ou pela continência. Nos serviremos de algumas obras básicas (<em>Summa Theologiae, especialmente o Tratado sobre os vícios e pecados, na Prima Secundae; e a Questiones disputatae De malo (q. 1-7)</em>) para o estudo das causas do mau ato e mal hábito segundo o pensamento de Santo Tomás de Aquino.</p>Willian Kalinowski
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2025-12-222025-12-22525772A importância da orientação espiritual no ministério do catequista
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<p>A importância da orientação espiritual no desempenho do ministério do catequista, a pessoa do orientador espiritual como aquele que media todo o processo de acompanhamento do orientando, é o objeto de estudo e pesquisa do presente artigo. Foi realizada uma pesquisa com catequistas de todo o Brasil afim de saber se há orientação espiritual como forma de acompanhamento e fortalecimento da sua vida de fé e respaldo no serviço de evangelização por meio da catequese. Constatou-se que mais de 50% dos catequistas entrevistados não possuem ou não tem orientação espiritual regular. Verificouse também que ainda existe uma dificuldade concreta de encontrar pessoas preparadas para a orientação espiritual.</p>Denize SalvadorWagner Gleyson Theodoro
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2025-12-222025-12-22527387A relação entre fenomenologia e filosofia medieval
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<p>Nosso objetivo neste estudo é discorrer, a partir de um corte fenomenológico, acerca do <em>modus operandi</em> com o qual os pensadores medievais, responsáveis por uma espécie de síntese entre filosofia e teologia, elaboraram o lógos metafísico. Não deixaremos de discutir o legado filosófico que eles receberam dos gregos, principalmente as teses platônicas e aristotélicas. É evidente que a filosofia “profana” foi requintada a fim de que se convertesse em uma “filosofia eterna”, como é habitualmente alcunhada a filosofia cristã. Os Padres da Igreja, localizados na era patrística, tem um papel legitimado e atual nesta empreitada, uma vez que são os encarregados pelo núcleo da teologia cristã, não sendo à toa o fato de serem incluídos na Tradição eclesiástica, constituindo, dessarte, uma das fontes mais abundantes nesta seara. De todo modo, o labor medieval é inesgotável, o que reclama um aprofundamento inadiável, a fim de melhor compreender a fenomenologia, aquela que inaugura a filosofia contemporânea, em suas várias faces.</p>Dilson Brito da RochaJoão Paulo MartinsMaria Luísa Ramalho Ferreira da Silva
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2025-12-222025-12-22528899Aspectos conceituais da Teoria da Informação segundo Claude E. Shannon
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<p>Este estudo tem como objetivo geral apresentar uma exegese da teoria da informação de Claude Elwood Shannon, abordando seus conceitos fundamentais, como entropia, capacidade de canal, redundância e codificação eficiente. A intenção é explicar como a teoria permite quantificar a quantidade de informação transmitida, independentemente de seu significado, e de que forma ela fundamenta o desenvolvimento de sistemas de comunicação mais confiáveis e eficientes. Para isso, o texto destaca os princípios matemáticos da teoria de Shannon, incluindo a relação entre previsibilidade de símbolos e quantidade de informação, além do papel da redundância na resistência da mensagem a ruídos. A metodologia empregada consiste na revisão teórica, fundamentada na leitura dos principais textos de Shannon sobre A Mathematical Theory of Communication. Assim, o artigo visa consolidar a compreensão dos conceitos da teoria da informação de maneira acessível, ressaltando a importância da separação entre informação e significado.</p>Carla Barreto
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2025-12-222025-12-2252100110Da prática de alfabetização para uma escrita de si: expondo palavras e afetos no mundo
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<p>A relevância do estudo sobre a escrita da carta como recurso pedagógico para a alfabetização parte da possibilidade dos sujeitos aprendentes vivenciarem o caminho da construção da sua própria escrita diante de um meio de comunicação milenar, colocando a sua palavra no mundo. É compreendendo a complexidade do registro estrutural de um gênero textual, a epístola, que proporemos a experiência com a escrita de forma<br />significativa, ou seja, que reflete sobre a sua própria palavra. O objetivo central deste trabalho é apresentar a importância da introdução da escrita de cartas no processo de alfabetização, como experiência formativa, potencializando a escrita, a leitura e, principalmente, a autonomia da palavra. O seguimento metodológico utilizado visita a literatura por meio da revisão bibliográfica, dialogando e demonstrando, através de algumas cartas, os caminhos da apropriação da escrita através do afeto. O que se pretende responder ao final desse ensaio é: de que maneira a carta pode ser um recurso pedagógico afetivo?</p>Bruno Gabriel Gomes Cardoso
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2025-12-222025-12-2252111128Do medíocre saber: o problema da linguagem em Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral (1873) de Friedrich Nietzsche
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<p>Neste artigo pretendemos verificar como Nietzsche avalia a questão da linguagem partindo de seu ensaio Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral. Para tanto, nosso problema é como o surgimento da linguagem colaborou para a valoração moral no Ocidente e para a crença no ideal de verdade, por conseguinte, servindo de base para o dualismo metafísico e a posterior crise ocasionada pelo niilismo. Nosso objetivo, nesse sentido, é entender como Nietzsche denuncia a ficção axiológica presente na semântica da língua, isto é, pela criação de conceitos, contrapondo, assim, a hipótese do convencionalismo ao inatismo. Avaliaremos o problema da linguagem, também, a partir da correspondência com outros trechos da obra do filósofo, fazendo ver a conexão temática da linguagem presente em suas reflexões de juventude com a da maturidade, permitindo entrever uma continuação lógica tal qual aqui propomos: com o advento da linguagem, demos os primeiros passos para as verdades absolutas que viriam a se transformar nos fundamentos primeiros da realidade, servindo de paradigma moral para a cultura orientada à vida gregária.</p>Davi Andrade de Paiva
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2025-12-222025-12-2252129152Fenomenologia como filosofia da transcendência: a leitura de Sartre sobre a intencionalidade husserliana
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<p>Este artigo examina o conceito de <em>intencionalidade</em> conforme apresentado por Sartre em <em>Uma Ideia Fundamental da Fenomenologia</em> <em>de Husserl: A Intencionalidade.</em> Mostra-se como este conceito, originalmente husserliano, é reinterpretado e inserido no horizonte existencial. O estudo busca esclarecer como o entendimento da Fenomenologia, segundo Sartre, poderia evitar o idealismo transcendental e o realismo resultante do desenvolvimento da psicologia como disciplina autônoma. Reconstituem-se os argumentos de Sartre que levam a concluir que a consciência deve ser entendida como um ato de transcender-se em direção ao mundo, jamais como uma substância retraída, e que não haveria entre a consciência e o mundo um abismo a ser preenchido, porque ambos são dados de uma só vez. Analisaremos como Sartre reivindica a fenomenologia como uma <em>filosofia da transcendência</em> por reinstalar evidência do mundo vivido e recolocar a consciência no mundo, recuperando a concretude que as chamadas <em>filosofias da interioridade</em> haviam perdido. Por fim, apontar-se-ão as consequências imediatas que o conceito de <em>intencionalidade</em> tem para o projeto filosófico de Sartre como um todo, chamando atenção para a mais imediata delas: a rejeição do<em> Eu puro</em> husserliano e a abertura para uma nova perspectiva onto-fenomenológica.</p>Raul Signorini
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2025-12-222025-12-2252153166Fundamentos filosóficos do distributismo: influências do pensamento cristão e da Doutrina Social da Igreja
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<p>Este artigo apresenta uma relação entre os fundamentos filosóficos presentes na encíclica Papal <em>Rerum Novarum,</em> de Leão XIII, e o pensamento distributista desenvolvido por Hilaire Belloc e G.K Chesterton. Em um primeiro momento será apresentado o contexto social da encíclica para que se possa compreender as razões pela qual a mesma foi redigida e como por meio dela se lança as bases do pensamento social da Igreja Católica que seria desenvolvido posteriormente e se tornaria o que conhecemos como Doutrina Social da Igreja. Após, será apresentado o modelo distributista desenvolvido por Belloc como um retorno ao arranjo econômico medieval, e algumas contribuições de seu amigo e maior colaborador Chesterton. Por fim, serão traçadas algumas relações entre os princípios filosóficos que baseiam toda a visão papal e a toda a teoria distributiva, em especial o direito natural tomista e a propriedade privada. Conclui-se que o distributismo oferece uma via concreta de aplicação dos valores cristãos à ordem econômica, preservando a centralidade do ser humano e das estruturas sociais intermediárias.</p>Emanuel Santana
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2025-12-222025-12-2252167185Internet e adolescência, espetacularização da vida no contexto escolar
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<p>A tecnologia, em suas múltiplas facetas, representa uma extensão da humanidade, estando presente em todos os ambientes frequentados pelo indivíduo, inclusive na escola. O termo “tecnologia” carrega consigo um alto grau de complexidade e abrangência. Para especificar e esclarecer o debate aqui proposto, este texto abordará um aspecto específico: o uso e os impactos da internet no contexto escolar, bem como o processo de espetacularização da vida decorrente desse uso nos ambientes educacionais. Este artigo baseia-se nas experiências vivenciadas durante o período de formação docente no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID. Assim, o presente texto tem como objetivo expor uma percepção crítica e negativa sobre o uso da internet no contexto escolar, derivada das vivências proporcionadas pelo PIBID, destacando, ainda, o processo de espetacularização da vida decorrente da presença da internet nas salas de aula.</p>Francisco de Assis Silva dos SantosVitor Lucas Araújo Cavalcante Martins
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2025-12-222025-12-2252186197O papel dos sacramentos da Iniciação Cristã na união mística para alcançar a Bem-aventurança: um diálogo entre São Tomás de Aquino e a Doutrina da Santa Igreja Católica
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<p>Este artigo tem como objetivo evidenciar a importância dos sacramentos da iniciação cristã, Batismo, Confirmação e Eucaristia, como meios concretos de união mística com Deus e caminho ordinário rumo à bem-aventurança, à luz da doutrina da Igreja Católica e da teologia de São Tomás de Aquino. Embora amplamente tratados em seus aspectos litúrgicos e catequéticos, esses sacramentos nem sempre são compreendidos em sua profundidade mística, sendo essa a proposta deste estudo: contribuir para uma leitura mais clara e sistemática de seu papel espiritual e transformador. Partindo especialmente da segunda parte do Livro III da Suma Contra os Gentios, onde Tomás apresenta a eficácia salvífica dos sacramentos como fruto da Paixão de Cristo, o artigo demonstra como cada sacramento opera uma verdadeira regeneração interior na alma do fiel. A abordagem combina reflexão teológica e experiência pastoral, visando não apenas o aprofundamento acadêmico, mas também oferecer um subsídio formativo acessível a catequistas, crismandos e demais fiéis. Concluise que, na perspectiva tomista, a vida mística cristã não está dissociada da vida sacramental, mas realiza-se por meio dela, em fidelidade à ação da graça que age nos sacramentos. Assim, o Batismo inicia a união com Deus, a Confirmação fortalece essa união com os dons do Espírito Santo e a Eucaristia a consuma, unindo o fiel substancialmente a Cristo. Esses sacramentos, portanto, não apenas introduzem o cristão na vida eclesial, mas o conduzem, de forma progressiva e concreta, à perfeição da bem-aventurança.</p> <p> </p>Natanael Brito de Sousa
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2025-12-222025-12-2252198207O trabalho voluntário nas organizações religiosas e a configuração de vínculo empregatício
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<p>A presente pesquisa discorreu sobre o trabalho voluntário nas organizações religiosas e a configuração de vínculo empregatício. Objetivou-se aprofundar o que configura o trabalho voluntário, o vínculo empregatício, a importância da parceria entre os setores da sociedade e comentar acerca do modus operandi do voluntariado. Trabalhamos aspectos favoráveis à humanização, à dignidade e à subsistência. Esta pesquisa pautou-se em autores renomados e documentos relevantes. A metodologia empregada é de natureza bibliográfica. O estudo justifica abordagem por ser atual e instigador por versar sobre o trabalho nas organizações religiosas. Essas instituições amparam pessoas que se encontram em situação precária; algumas trabalham no voluntariado e outras não. Cada realidade se apresenta em seu contexto específico. As organizações religiosas caracterizam-se não somente na conotação confessional, mas são legados sociais, respaldadas em leis que tutelam seus procedimentos.</p>Gilberto Siqueira Alves
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2025-12-222025-12-2252208239Conteúdo integral
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<p>Conteúdo integral da Logos & Culturas (v. 5, n. 2, 2025)</p>Os autores
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