A atividade humana da ação e o conceito de pluralidade – Uma leitura conjunta da capacidade de prometer e perdoar à luz de Hannah Arendt
Palavras-chave:
Ação. Pluralidade. Promessa. Perdão. Hannah Arendt.Resumo
A investigação a seguir discute a ação humana e a pluralidade, sob a ótica de Hannah Arendt, proeminente filósofa política do século XX, conectando com outra camada do pensamento da autora quando apresenta a questão da promessa e do perdão. Distinguindo-se do trabalho e da obra, a ação é intrinsecamente política, revelando a singularidade do agente no espaço público. A pluralidade emerge como conditio per quam da vida política, um princípio ontológico que viabiliza e constitui a esfera pública. O espaço agônico, onde diferentes doxas se confrontam, é terreno fértil para a liberdade e a deliberação coletiva, em oposição a modelos autoritários. A negação da pluralidade suprime a autonomia política e flerta com autoritarismos. Diante da imprevisibilidade e irreversibilidade da ação, a promessa e o perdão são mecanismos cruciais. O perdão desfaz atos passados, libertando os agentes para novos inícios, enquanto a promessa cria ilhas de segurança em um futuro incerto, fomentando a previsibilidade e a confiança. A articulação da ação com a pluralidade, mediada através da promessa e do perdão, é essencial para pensar a política em Hannah Arendt. Desse modo, buscar-se-á, sem pretensões de exaurir o tema, mas antes contribuir para o fomento do estudo e debate na academia, trazer à lume no presente trabalho os pontos de especial destaque na gramática arendtiana.
Referências
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