A crítica à razão eurocêntrica: ética da libertação como resposta ao colonialismo e à exclusão

Autores

  • Maikon Murijo Faculdade Vicentina

Palavras-chave:

Eurocentrismo. Ética da Libertação. Colonialidade. Exterioridade. Epistemicídio. Pluriversalidade.

Resumo

O presente artigo analisa a crítica de Enrique Dussel à razão eurocêntrica a partir das categorias fundamentais da Filosofia e da Ética da Libertação. Parte-se da compreensão de que a modernidade ocidental se constituiu em estreita relação com a colonização, promovendo a exclusão e o apagamento das epistemologias não europeias por meio de um processo de epistemicídio. A reflexão evidencia como o eurocentrismo instituiu uma hierarquia de saberes que elevou a tradição filosófica europeia ao estatuto de universalidade, relegando os povos latino-americanos, indígenas e africanos à condição de não-ser. Em contraposição, Dussel propõe a centralidade da exterioridade do Outro e da vida concreta das vítimas como critério ético fundamental. A razão ético-crítica, nesse horizonte, revela a perversidade do sistema dominante ao confrontá-lo com a presença histórica dos excluídos. O artigo sustenta que a descolonização filosófica exige o reconhecimento da pluriversalidade dos saberes e a superação do mito da modernidade, possibilitando a construção de uma ética fundada no respeito à vida, à alteridade e à dignidade humana. Conclui-se que a Ética da Libertação constitui resposta teórica e prática à colonialidade persistente na contemporaneidade.

Biografia do Autor

Maikon Murijo, Faculdade Vicentina

Bacharel em Filosofia pela Faculdade Vicentina.

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Publicado

2026-09-14

Como Citar

MURIJO, M. A crítica à razão eurocêntrica: ética da libertação como resposta ao colonialismo e à exclusão. Kairós, Fortaleza, v. 22, n. 1, p. 31–44, 2026. Disponível em: https://ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/710. Acesso em: 17 out. 2026.

Edição

Seção

Artigos Varia