Robert Brandom intérprete de Hegel: algumas considerações sobre normatividade e verdade

Autores

  • Ana Karoliny da Costa Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Palavras-chave:

Brandom. Hegel. Pragmatismo. Normatividade. Intersubjetividade.

Resumo

O presente artigo reflete sobre o posicionamento pragmático-semântico do filósofo estadunidense Robert Brandom (1950), sobretudo naquilo que concerne a leitura da obra de Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) sob uma ótica pragmática. A influência do filósofo alemão se desvela quando Brandom, na sua conceitualização de normatividade, faz referência às práticas sociais, demonstrando que a sua interpretação sobre a teoria hegeliana considera que o conteúdo semântico das expressões é decidido na prática da comunicação social, isto é, no reconhecimento implícito de normas reverberadas em práticas comunicativas. Este escrito aborda como Brandom aproxima as referências inferenciais das declarações pelo comportamento normativo dos interlocutores, ou seja, onde em Hegel está o retorno ao fundamento da coisa, em Brandom se alicerça uma relação externa, esvaziando a dimensão ontológica, fundamental na articulação hegeliana. Mediante tal perspectiva, o artigo defende que proposta filosófica de Brandom se desconcilia, em certa medida, do empreendimento teórico de Hegel. Este artigo conclui reconhecendo os aspectos positivos da intepretação que Brandom empreende de Hegel, mas chama atenção para a sua contradição ao considerar a lógica hegeliana como investigação de relações existenciais.

Biografia do Autor

Ana Karoliny da Costa, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Mestra em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceara (UECE).

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Publicado

2025-07-15

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Artigos