Do medíocre saber: o problema da linguagem em Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral (1873) de Friedrich Nietzsche
Parole chiave:
Nietzsche. Linguagem. Verdade. Niilismo. Conhecimento.Abstract
Neste artigo pretendemos verificar como Nietzsche avalia a questão da linguagem partindo de seu ensaio Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral. Para tanto, nosso problema é como o surgimento da linguagem colaborou para a valoração moral no Ocidente e para a crença no ideal de verdade, por conseguinte, servindo de base para o dualismo metafísico e a posterior crise ocasionada pelo niilismo. Nosso objetivo, nesse sentido, é entender como Nietzsche denuncia a ficção axiológica presente na semântica da língua, isto é, pela criação de conceitos, contrapondo, assim, a hipótese do convencionalismo ao inatismo. Avaliaremos o problema da linguagem, também, a partir da correspondência com outros trechos da obra do filósofo, fazendo ver a conexão temática da linguagem presente em suas reflexões de juventude com a da maturidade, permitindo entrever uma continuação lógica tal qual aqui propomos: com o advento da linguagem, demos os primeiros passos para as verdades absolutas que viriam a se transformar nos fundamentos primeiros da realidade, servindo de paradigma moral para a cultura orientada à vida gregária.
Riferimenti bibliografici
GIACOIA, O. Reflexões sobre o Niilismo e seus desdobramentos. Revista de Filosofia Aurora, Curitiba, v. 34, n. 62, p. 183-199, 2022.
HOBBES, T. Leviatã: ou matéria, forma e poder de uma república eclesiástica e civil. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
MARTON, S. Novas liras para novas canções: reflexões sobre a linguagem em Nietzsche. Ide, São Paulo, v. 30, n. 44, p. 32-39, 2007.
NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência. Trad. de Antonio Carlos Braga. São Paulo: Lafonte, 2020.
NIETZSCHE, F. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
NIETZSCHE, F. Aurora: reflexões sobre preconceitos morais. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
NIETZSCHE, F. Crepúsculo dos ídolos: ou, como se filosofar com martelo. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral: uma polêmica. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
NIETZSCHE, F. Humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres. Vol. I. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
NIETZSCHE, F. Humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres. Vol. II. Trad. de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
NIETZSCHE, F. Obras Incompletas. Trad. de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo: Nova Cultural, 1996. (Col. Os Pensadores).
NIETZSCHE, F. Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe (KSA). Herausgegeben von Giorgio Colli und Mazzino Montinari. München; Berlin; New York: dtv/Walter de Gruyter & Co., 1980. (15 Einzelbänden).
OLIVEIRA, J. Niilismo e gnosticismo: da negação do mundo à fidelidade à terra no Zaratustra de Nietzsche. Revista de Filosofia Aurora, Curitiba, v. 34, n. 62, p. 86-117, 2022.
PLATÃO. Teeteto-Crátilo. Trad. de Carlos Alberto Nunes. Belém: Editora da Universidade Federal do Pará, 1988.
##submission.downloads##
Pubblicato
Fascicolo
Sezione
Licenza
Copyright (c) 2025 Logos & Culturas

TQuesto lavoro è fornito con la licenza Creative Commons Attribuzione 4.0 Internazionale.
De acordo com a Licença Creative Commons International 4.0, é possível:
1) Distribuir o material publicado em qualquer formato, desde que os créditos de publicação e referenciação sejam devidamente dados à Revista Logos & Culturas.
2) Os direitos autorais sobre os artigos, resenhas e traduções publicados são da Revista Logos & Culturas, bem como os direitos de primeira publicação.
3) Os autores que queiram publicar seus manuscritos na Logos & Culturas em outros veículos (capítulos de livro, por exemplo), devem referenciar devidamente à primeira publicação na Revista Logos & Culturas.
4) Os autores possuem pleno direito de divulgar seus manuscritos publicados na Revista Logos & Culturas em suas páginas pessoais, sendo recomendada à menção ao periódico.
Para conferir às determinações da Licença Creative Commons 4.0, acesse aqui.
