O feminismo afro-latino-americano de Lélia Gonzalez como ferramenta de transformação social
Palabras clave:
Feminismo. Amefricanidade. Colonialismo. Lélia Gonzalez.Resumen
No presente artigo, buscamos atravessar o território conceitual do pensamento feminista de Lélia de Almeida Gonzalez, onde se desvela a condição das mulheres amefricanas e ameríndias - categorias que emergem como signos de uma alteridade radical, forjadas na intersecção entre história e filosofia. A análise da autora ilumina a existência dessas mulheres como corpos-sujeitos atravessados por uma tríplice engrenagem de opressão: classe, gênero e raça, que se entrelaçam como correntes invisíveis sustentando a arquitetura da dominação. Na hipótese a ser desenvolvida, a categoria raça se revela não apenas como marcador social, mas como eixo ontológico da estigmatização, instaurando uma ferida simbólica que perpetua a exclusão. A colonização, nesse horizonte, aparece como sombra ontológica que institui uma lógica de subordinação, legitimando a ficção da inferioridade e inscrevendo-a no tecido da realidade. Assim, o pensamento de Gonzalez nos convoca a compreender que a opressão não é mero acidente histórico, mas estrutura que se repete como destino, exigindo sua desconstrução filosófica e política.
Citas
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