Filosofia política: a importância da memória no espaço público a partir de Hannah Arendt
Parole chiave:
Filosofia Política. Política do esquecimento. Espaço público.Abstract
A presente pesquisa interpela a importância da memória na filosofia política contemporânea, especialmente a partir das reflexões de Hannah Arendt. A autora sustenta que o esquecimento histórico enfraquece e compromete a ação política no espaço público. Hannah Arendt defende que a memória é essencial para compreender o passado, sustentar o presente e evitar a repetição de regimes autoritários. A política do esquecimento, muitas vezes institucionalizada, silencia eventos traumáticos, como as ditaduras, apagando lutas e resistências populares. O espaço público, segundo Arendt, é o local onde os indivíduos revelam sua singularidade (o “quem”), por meio da ação e do discurso, de modo que é possível construir a sua imortalidade política. A memória coletiva, portanto, deve ser preservada e transmitida como patrimônio político e identitário. O texto critica práticas como a anistia e o revisionismo histórico, que favorecem o esquecimento e a manipulação dos fatos. A rememoração, por outro lado, fortalece a democracia e dá voz às vítimas da repressão. Em tempos de negacionismo e fake news, o resgate da memória histórica se torna um ato de resistência e afirmação da verdade, da justiça e da dignidade. Assim, o combate ao esquecimento é também uma luta pela preservação da liberdade e do espaço público democrático.
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